Agora, chegando ao trimestre final da gravidez... avaliando os meses anteriores, sentindo saudade de cada fase que passou, recolhendo os aprendizados. E a qualquer momento o filho nos braços. Dá pra ver a mudança no meu olhar, na minha linguagem, no pensamento.
Uma coisa que percebo foi que passei a gravidez inteira bem recolhidinha, quietinha no meu ninho. Às vezes isso me incomodava e eu tentava forçar pra ser de outro jeito, o que me incomodava ainda mais. Mas acabei compreeendendo que, se o meu instinto está pedindo que eu fique mais voltada para o meu interior... bem, que assim seja.
Lembro que dias antes de ficar grávida eu sonhei com um ninho de águia e com um menino no ninho. E a águia me dizia coisas sobre cuidar da vida, sobre responsabilidade e força. Eu sentia que aquilo tudo que ela me dizia era muito sério. Está guardado aqui comigo.
Acho que esse meu estado de espírito reflete um pouco do sonho. Cá estou eu pousada no ninho da águia, treinando o meu olhar para enxergar longe, treinando as minhas asas para voar alto, treinando o coração pra agir na hora certa, e a mente pra ser forte, treinando o colo para a cria.
A mulher realmente fica em um estado meio selvagem quando está grávida.
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