terça-feira, 29 de julho de 2008

Amor de Índio

Tudo o que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado, meu amor.
Enquanto a chama arder,
Todo dia te ver passar,
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar.

No inverno te proteger,
No verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primavera poder gostar
No destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser todo,
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo.

Sim, todo amor é sagrado
É o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor.
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E se alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver.

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primavera poder gostar.
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser tudo.

Abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
No destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo
Para ser o que for...
Pra viver...


(muito lindo. esta é uma música que me faz explodir de amor pelo meu bebê e pelo pai dele)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

ups and downs.

Quanto às emoções na gravidez, parei de me preocupar excessivamente. O meu bebê e eu ficamos mais fortes a cada dificuldade que passamos. Quando a mamãe chora, não sei o que acontece lá dentro pro bebê. Talvez pra ele o meu choro seja que nem uma chuva, que logo depois passa e tudo volta ao normal. Os gritos? Poderiam ser os trovões e raios lá fora. O que importa é que ele já vai aprendendo, desde a barriga, a encarar os desafios da vida. E o que importa para mim é todo este processo de descobrimento e adaptação. Não, eu não vou me tornar um Dalai-Lama só porque fiquei grávida. Também não, eu não posso mais dar os meus chiliques de drama queen. E assim as coisas vão se ajustando. Eu vou aprendendo, o bebê lá dentro também. Afinal, nós temos um trato. Ele sabia com quem estaria convivendo assim que escolheu a minha barriga pra morar :) E ao mesmo tempo ele também sabia que eu o amaria com tudo e topou vir ao mundo comigo. Que bom, porque nós vamos ser bons companheiros de
viagem!

sentir o bebê

Como explicar? É como se o meu coração descesse por uns instantes para o meu ventre e começasse a bater ali de dentro. Eu sinto os movimentinhos dele como pulsações, às vezes mais fortes, às vezes mais fracas. Fazem uma cosquinha gostosa e é bem relaxante. Não sei se vou poder dizer a mesma coisa quando ele estiver maior e começar a chutar o meu estômago ou as minhas costelas. Mas a sensação é essencialmente bela, não importa quando ocorra, se eu estou dirigindo, no trabalho ou até mesmo no meio da madrugada! O melhor é quando me deito e o papai põe a mão na barriga - a sensação se triplica. Os três estão ali, juntos, ligados no mesmo momento. Isso é o mais gostoso.