segunda-feira, 13 de outubro de 2008

o show do ano!!!


Show de fraldas do Emanuel, pra arrecadarmos bastante fraldinhas pra ele :)

Dia 18/10, às 18h, na Acadêmicos da Asa Norte

(setor de clubes norte, depois do Minas, ao lado do Cresspom)

Com a participação de várias bandas, de vários estilos: forró, mpb, rock... o papai vai tocar com as bandas dele e dos amigos, e talvez até a mamãe dê uma palhinha na guitarra :)

O ingresso é 01 pacote de fraldas Turma da Mônica tamanho M ou G.



quarta-feira, 8 de outubro de 2008

as últimas 5 semanas

Deve ser normal acordar todo dia sem saber o que pode acontecer: e se for hoje? Toda noite eu sonho algo relacionado ao meu filho, acho que estamos nos conhecendo melhor no plano astral.

A vida na cidade tem me aborrecido bastante, estou numa fase meio bicho do mato. Se pudesse me trancaria numa casinha perto de um riacho até o bebê nascer. O humor está uma sensibilidade total, me sinto um balão muito cheio prestes a estourar e esta foi a melhor imagem que eu encontrei pra me ilustrar neste momento.

Milhões de coisas ocupam a minha mente, e eu me impressiono com a facilidade com que eu me esqueço de todas elas. Juro que por alguns minutos chego até a esquecer que estou grávida! Claro que a barriga grande e pesada não me deixa esquecer por muito tempo. Mas é uma sensação muito estranha, de se perder tanto no meio das (pré)ocupações e se esquecer o momento que se está vivendo.

Quando o pai do Emanuel olha pra minha barriga, eu me sinto uma lua cheínha brilhando lá no céu. Ele olha tão admirado que eu volto a lembrar de como tudo isso é fascinante. Quando eu me olho no espelho, fico horas navegando por esse globo terrestre que é a minha barriga, me perco desenhando mapas e mais mapas ao seguir o desenho das veias na minha pele transparente.

É engraçado quando alguém me diz: "tem uma pessoa aí dentro". Eu mesma tenho dificuldade em visualizar esta idéia. Pensar que onde está o meu umbigo é mais ou menos a altura do coraçãozinho dele batendo, dois centros do universo pulsando juntos ao mesmo tempo no mesmo lugar. É uma comunhão mágica, que eu gostaria de ter tido mais tempo (e sensibilidade) pra sentir. Agora estou assim, querendo que este momento dure pra sempre e ao mesmo tempo roendo as unhas de ansieadade para o que está por vir. Pareço uma criança esperando o presente de natal. Só que o meu vai ser atecipado!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

alegria! alegria!

Papai, mamãe e Emanuel




Beijinhos das tias no Emanuel






notícias do sétimo mês

Tudo corre bem, a gravidez está super saudável e eu agradeço todos os dias esta experiência linda que estou passando.

O parto se aproxima, falta um mês e meio agora! Montamos o bercinho dele semana passada, estou pintando quadros de ovelhinhas todas bem branquinhas num pasto verde e céu azul para enfeitar o cantinho onde ele vai dormir.

Papai toca guitarra para ele, canta e ele já se manifesta em resposta. Levei a barriga pela primeira vez a um show movimentado, no Festival de Cultura Popular. Aparentemente, o Emanuel se amarrou em dançar côco e afoxé, foram os ritmos em que ele mais se mexeu dentro da minha barriga. Mas ele também curte um rock´n´roll assim como o pai, fomos assistir um show dele e o Emanuel ficou pulando aqui dentro, acho que tava tocando AIR GUITAR :)

Até agora engorei 7 kg em 7 meses, está dentro do normal, mas quem conhece o meu lado neurótico sabe o medo que me dá em ver o ponteiro da balança subir... e se não descer mais depois que o neném sair? Bobagem, eu sei, o importante mesmo é o meu bebê estar crescendo forte, saudável e feliz!

Medo mesmo é do parto... eu li umas porcarias que não fazem bem a ninguém, um capítulo de um livro sobre gravidez que contava sobre as complicações do parto. Querem um conselho? grávidas, cheguem ao hospital o mais ignorantes o possível neste assunto. Neste caso, realmente, A IGNORÂNCIA É UMA BÊNÇÃO. Agora eu vou me apegar á idéia de deixar a natureza (e o médico, hehe) cuidar do parto e seja o que for! Coragem, preciso inspirar coragem!

Segue uma foto do meu barrigão com as amigas e o papai ;)

nascer e renascer

Faz tanto tempo que não vinha a este lugar, que é tão familiar para mim. Ainda mais nesta época do ano em que o inverno acaba. Época de inspiração, de criação. Chegada de primavera, da chuva, época de florescer. O meu espírito sossega junto com as plantas, que também sofreram com a seca. Depois de meses frios e estéreis, parece que este clima sempre favorece uma ressurreição. Esta ligação para mim faz todo o sentido: Oxalá, criador da vida, também vem pela chuva e pelas nuvens, alguns dos seus elementos primordiais. No sincretismo, ele é Jesus, que representa o processo espiritual de vida-morte-vida, pelo qual todos nós passamos várias vezes. Eu passo por isso todos os anos, na transição do inverno (morte) para a primavera (vida).

Claro que este ano isto tudo está muito mais intenso e especial. Justamente nesta época em que todos os anos eu celebro a vida, é que me virá a manifestação mais especial de vida que eu poderia presenciar: o nascimento do meu filho. Junto com o meu renascimento. E em 2008, ano que é regido pela energia de Oxalá, o princípio da vida no universo.

Que esta enxurrada de vida permeie a todos, que o Emanuel seja muito bem-vindo, chegando junto com a chuva, a primavera, o verde, as flores. Viva!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A gravidez é um momento na imensidão do tempo

Serve para todos, grávidos e não-grávidos.
É um texto meio longo, mas quem lê os meus posts já está acostumado a ladainhas, mesmo :)
Falando sério, este texto me tocou muito. Às vezes o autor dá uma viajada, mas a essência do que ele diz ali realmente merece uma atenção especial e uma reflexão das nossas atitudes, com relação às crianças que vão nascer. É lindo, vale a pena ler.


http://www.joacir.com/a-gravidez-e-um-momento-na-imensidao-do-tempo

a cidade e a barriga

Não faltam histórias de grávidas que foram tratadas com grosseria em filas, meios de transporte, e até hospitais... eu fico abismada como a doença coletiva urbana deixa as pessoas tão hostis. É impressionante a falta de noção de certas pessoas. Isso pra não dizer falta de educação, respeito, humanidade, ética e por aí vai a lista.

Passei por duas situações semana passada que ilustram bem a mentalidade podre das pessoas. Mas também outras ilustram que sempre tem raríssimas e agradáveis exceções, que sempre surpreendem.

Abrindo a ala dos otários, a mulher que furou na minha frente a fila do caixa preferencial (sem ser nem idosa nem deficiente física nem estar com criança de colo) e ainda retrucou: "GRAVIDEZ NÃO É DOENÇA". Claro que isso rendeu um escândalo, eu fiquei puta da vida e falei em alto e bom tom pro mercado inteiro ouvir que gravidez não era doença, mas que a falta de educação dela era doença sim, e que eu tinha direito a passar no caixa antes dela. Acho muito chato fazer esse tipo de coisa mas foi mais do que necessário, fiz de propósito pra que servisse de lição a ela. Aquela mulher mereceu o vexame. Quanto a mim, não importa se eu paguei mico ou não. A atendente do caixa, claro, não deixou a mulher passar: mais uma vergonha que ela não precisava ter levado pra casa. Gente, respeitar o direito das pessoas não custa nada. Acho que essa daí aprendeu.

No dia seguinte, às 18h... as pessoas no metrô lotado ignoravam uma grávida (eu) em pé se equilibrando no meio do vagão. Depois do episódio desagradável da fila do caixa, eu já tinha desistido de brigar pelo meu direito. Não é algo pelo qual eu deveria ficar exigindo toda hora, e extrair alguma educação daquelas pessoas seria muito difícil. Por que as coisas não funcionam naturalmente? Fiquei ali quietinha, afinal a viagem estava tranqüila. De repente veio uma senhora de seus 70 anos, atravessou o vagão e me disse: "Moça, tem um lugar ali pra você". Era o assento dela, e eu não quis aceitar. Mas ela fez questão, e falou bem alto no vagão: "Pode sentar, ninguém mais levantou pra você, esse povo não tem educação. Sempre vejo as grávidas em pé e as pessoas nem ligam. Vai que a mulher cai ou desmaia, isso faz mal pro bebê". As pessoas continuaram ignorando, óbvio...

A mulher da fila no dia anterior era uma pessoa considerada normal, de classe média-alta, tinha um filho já adulto que estava com ela. Pelo pré conceito social, uma mulher assim seria uma cidadã digna, educada, civilizada. Ela deve ser bem tratada, mas não sabe em tratar os outros.

Já a senhora do metrô poderia estar aposentada mas precisa continuar trabalhando, deve ter filhos, netos, desce na última estação do metrô num bairro considerado favela. É humilde e simples e já deve ter sido muito humilhada pela sua condição socioeconômica. As pessoas que respeitam a mulher da fila pela sua aparência são as mesmas que tratam a esta senhora como um pária.

Isto é só pra ilustrar um pouco do que todo mundo já sabe: as pessoas estão cada vez piores, o mundo cada vez mais insano. Se eu for levar em consideração somente atitudes ridículas dos outros, eu ficaria desesperada com o mundo em que o meu filho vai nascer. Mas, sem exageros, a atitude daquela senhora ainda me dá esperanças de que a coisa tem jeito, sim.